Via Tecnoblog.
O projeto da Shein de transformar o Brasil em um de seus principais polos de produção na América Latina vem enfrentando dificuldades com as confecções nacionais. A empresa chinesa, famosa pelas roupas de baixo custo, esbarra na desistência de parceiros comerciais, que alegam ser impossível acompanhar os custos baixos e os prazos que são exigidos.
Diante do cenário, a própria Shein reconheceu que a estratégia de nacionalização “não saiu como o planejado”. Em comunicado à Reuters, a companhia afirmou que a produção no país “exigiu tempo para amadurecer” e que, devido às diferenças na infraestrutura industrial brasileira em comparação à chinesa, o progresso tem sido “mais lento” do que o previsto.
Preços muito baixos
Segundo apuração da agência, que entrevistou donos de confecções e líderes sindicais, o modelo de negócios da varejista — baseado em fast-fashion — não se fez viável com a estrutura de custos do Brasil. Para os industriais brasileiros, a conta não fecha.
Um empresário do Rio Grande do Norte, ouvido pela Reuters, conta que a Shein exigiu reduções drásticas nos valores de atacado após os primeiros pedidos. A plataforma teria solicitado que o preço de uma saia e de uma jaqueta, por exemplo, caísse, respectivamente, de R$ 50 para R$ 38 e de R$ 65 para R$ 45.
“O plano era crescer. Mas, para nós, aqui no Nordeste, não era viável”, afirmou o empresário, que encerrou a parceria. Outros dois executivos não identificados confirmaram que a produção local não atingiu as metas inicialmente estabelecidas pela Shein.
Falta de integração entre fábricas e fornecedores
Além da pressão nos preços, a logística é incomparável com a rede integrada de 7 mil fábricas chinesas próximas a fornecedores de materiais, como botões e zíperes. Por aqui, a dispersão geográfica e as leis trabalhistas mais rígidas dificultam a réplica do modelo chinês.
“Trabalhar no Brasil é diferente da China”, disse o diretor da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel. “Lamento que não tenha dado certo”, completou.
Quando a Shein começou a operar no Brasil?
A Shein havia prometido, em 2023, investir no país cerca de US$ 150 milhões (aproximadamente R$ 787 milhões) para gerar 100 mil empregos até 2026, uma movimentação estratégica que ganhou força em 2024 após a implementação da taxa de 20% sobre importações de até US$ 50, a popular “taxa das blusinhas”. O objetivo era nacionalizar 85% das vendas locais.
Ao final do primeiro ano de operação, a empresa havia anunciado parcerias com 336 fábricas locais. Agora, com o revés na produção em massa, a empresa informou que adotará uma abordagem mais “seletiva”, focando em parcerias com as fábricas mais capacitadas.
Apesar das dificuldades fabris, o Brasil segue como o segundo maior mercado da companhia fora dos EUA, e o marketplace continua operando com “mais de 45 mil vendedores locais”, segundo a Shein.

Firsto proibido.
Ken diria q Fazer Algo no bostil poderia dar errado?
Na BNN existem parques fabris e pontuais.
As mercadorias recebem Camadas de Temperos: Impostos, Contribuições e Tarifas.
Aí fica salgado.
Mas aí vem a financeirização para ajudar: Que a Tigrada parcele em 10x sem juros no cartão de crédito.
E o que vem de fora?
Taca mais Tempero! É muito Sazon!
Essa medida foi uma consequência das taxas das blusinhas, como uma espécie de “consolo”.
No fim não adiantou nada, fica caro igual e as próprias empresas brasileiras não podem cumprir as exigências, graças ao custo Brasil.
Um esculacho.
Perfeito 👏🏾!!!
Faltou combinar com as CLT, impostos e políticos.
Tira tudo isso, quem sabe até funcionária.
*funcionaria
Mas o Bostil tem o SUS “grátis” hahahahaha Putença!
Fala sério. Rsrsr
Essa é a política bananeira em seu esplendor, cheia de cuié fofocando, político reclamando de vale alimentação e causas animal e afins, tudo junto e misturado. É uma amostra da câmara de vereadores aqui da cidade.
Aí ficam falando que tudo se resolve com eleições, aí eu vou rir que nem aquele meme antigo do chinês gordão comendo lâmen
https://www.facebook.com/story.php?story_fbid=3429905837170255&id=100004526167391&locale=pt_BR
No geral, nas postagens do bolsa família tem esse mesmo comentário. Está reclamando do bolsa família que ajuda o pobre? Porque não vai reclamar dos benefícios dos políticos? Sempre essa mesma ladainha.
Ela é vereadora de qual partido?
Sobre o tópico, mais uma vez fica provado que com os impostos e diversos custos adicionais é muito difícil uma fábrica se manter competitiva para produção de produtos populares.
O que mais temos atualmente é reduflação. Produto diminui, baixa a qualidade e segue sendo vendido no mercado. Isso é o Brasil.
Já perceberam as embalagens?
Tem embalagem que amassa completamente na mão ou uma simples encostada e se desfaz!
kkk