Preso na chamada armadilha da renda média, o Brasil acumulou um atraso significativo nas últimas quatro décadas: enquanto o PIB per capita global subiu 675% entre 1980 e 2025, o brasileiro cresceu apenas 428% no mesmo período, segundo dados do FMI calculados em Paridade do Poder de Compra (PPP).
Em números absolutos, a renda per capita mundial saltou de US$ 3.380,47 para US$ 26.188,94. O Brasil saiu de US$ 4.427,94 para US$ 23.380,98 — e ficou abaixo da média global pela primeira vez em 2015, quando o país entrou em recessão. A economia recuou mais de 3% em 2015 e 2016.
O desempenho brasileiro também ficou aquém das economias avançadas, cujo PIB per capita subiu 621%, e das emergentes, com alta de 1.128% no período.
A quebra de 1981
Um estudo do economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, com dados da Penn World Table (PWT), identifica uma ruptura no ritmo de crescimento brasileiro a partir de 1981. As economias com perfil mais semelhante ao Brasil até aquele momento eram Coreia do Sul, Romênia e Botswana. Nenhuma das três ficou para trás.
Em 2023, o PIB per capita brasileiro medido pelo PWT foi de US$ 18.492 — 42% abaixo do que seria se o país tivesse acompanhado o ritmo dessas três nações. A diferença já era de 7,3% em 1981 e saltou para 19,2% em 1985.
“Dos anos 1980 até o Plano Real, foram quase 15 anos de crise profunda. De partida, já perdemos todos esses anos”, afirma Vale.
As causas do atraso
Entre 1950 e 1980, o Brasil cresceu aproveitando a substituição de importações e a migração do campo para a indústria. Quando esse modelo se esgotou, o desafio passou a ser outro: aumentar a produtividade dentro de cada setor — e aí o país não avançou.
“Hoje, 70% do PIB e do emprego estão concentrados no setor de serviços. Mas os dados setoriais mostram que a produtividade da indústria e do setor de serviços não cresce desde 1995”, afirma Fernando Veloso, diretor de Pesquisa do Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (Imds).
A abertura comercial feita na primeira metade dos anos 1990 não foi suficiente. Ao contrário, políticas de proteção ao conteúdo local em setores como petróleo e indústria naval representaram retrocessos. O acordo entre Mercosul e União Europeia, recém-concluído, é visto como positivo — mas tardio.
“O País perdeu o bonde da globalização e corre o risco de perder o bonde da inteligência artificial”, afirma Veloso.

E a dos funças ???
Bonde de c* é rola, é r***, perguntem pra IA que ela responderá a real razão da renda de tantos ter caído tanto…
“Nos últimos 40 anos (aproximadamente entre 1986 e 2017), a renda média dos servidores públicos no Brasil apresentou um crescimento real significativo, especialmente quando comparado à estabilidade dos salários no setor privado.”
“Çuper” colaborativo o funça Fernando Veloso (com a funçada, claro).
“Embora não tenha ligação direta com o financiamento do governo federal (que é o caso do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome – MDS), o Imds atua de forma colaborativa com o setor público, universidades e outros institutos de pesquisa.”
Quero ver esses desgraçados falando a verdade…